Em entrevista à revista australiana Blunt, o vocalista e guitarrista, Max Cavalera, falou sobre o álbum Roots, do Sepultura, lançado em 1996, e que fora o seu último registro de estúdio com o grupo brasileiro.

“É muito legal que as pessoas ainda o curtam. Eu acho que Roots foi controverso, ou seja, muitas pessoas adoraram e outras odiaram”, disse Max. “Foi um daqueles discos divisores de água, e eu gosto disso. Foi um álbum que não agradou todo mundo, deixou muita gente brava”, completou.

“Eu considero Roots um álbum corajoso e com muita coisa boa nele, como a influência tribal e a gravação com a tribo Xavante. Isso influenciou muitas bandas novas como o Gojira.

A música deles, Amazonia, é totalmente influenciada pelo disco. É muito legal ver bandas inspiradas por ele e mostrando respeito pelo álbum”, continuou Cavalera. “Além disso, acredito que o álbum envelheceu muito bem. É um daqueles trabalhos que soam bem até hoje. Tenho muito orgulho disso”, concluiu Max.

Em março deste ano, Max concedeu uma entrevista ao canal Heavy 1 TV / Hard Force, onde relembrou o processo de composição de Roots, que proporcionou ao grupo a experiência de viver alguns dias, tocar e gravar com a citada tribo Xavante, no Mato Grosso.

Confira a seguir um trechinho da entrevista de Max Cavalera:

“Não foi fácil! Eu disse a Glória [Cavalera, esposa e ex-empresária do Sepultura] sobre a nossa ideia e ela ficou rindo: ‘vocês não são o Michael Jackson. Como vocês vão para uma tribo? Nós não temos os meios e o dinheiro para isso’. Aí, eu disse: ‘por isso eu tenho você, para fazer isso acontecer (risos)’.

E ela fez acontecer! Depois de muita conversa com a gravadora e, claro, depois de encontrar as pessoas certas no Brasil para organizar aquilo tudo. Não era mais sobre música, era uma expedição geográfica nacional, com mochilas e indo para o meio da floresta.

Foi influenciado por Paul Simon. Eu acredito que Graceland [álbum do Paul Simons lançado em 1986] foi o disco que mais me inspirou a fazer o Roots, porque Paul Simon foi para África do Sul, ele e o produtor. Eles ficaram lá por seis meses e gravaram com todos os tipos de músicos. É um álbum incrível.

Com isso, uma lâmpada se ascendeu na minha cabeça: ‘nós podemos fazer isso com o metal’. Nunca tinha sido feito antes, então, eu tenho muito orgulho de termos conquistado isso”.

Curta na íntegra o clássico do metal brasileiro, Roots:

E por falar em Max Cavalera, a empreitada musical mais recente do músico é a banda Go Ahead And Die, que conta com seu filho, o vocalista, guitarrista e baixista Igor Amadeus Cavalera, além de Zach Coleman na bateria.

Mais detalhes sobre o álbum de estreia do grupo serão revelados em breve.

 

 

Fonte: RockBizz