Spencer Elden, o rapaz de 30 anos que quando bebê apareceu na capa do álbum Nevermind, do Nirvana, apresentou nesta segunda-feira (22) na Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, uma atualização do processo.

Assim como a ação original alega que o fotógrafo Kirk Weddle buscou uma resposta sexual visceral do espectador ao enfatizar seu órgão genital no ensaio, o novo texto acrescenta que Elden também foi vestido como Hugh Hefner, falecido fundador da revista Playboy. Segundo Elden, as imagens dele aos quatro meses de vida nessa situação foram feitas, mas não foram aproveitadas.

O processo diz que o Nirvana, a Universal Music Group, a Geffen Records, Kurt Cobain, sua viúva Courtney Love, o fotógrafo e “outros” produziram pornografia infantil através da capa do disco, que vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo.

Tendo em vista todo o ocorrido na sessão de fotos e a dimensão que o trabalho ganhou, Elden exige restituição de todos os lucros como resultado da conduta ilegal dos réus, acusados de enriquecimento injusto.

De acordo com o Digital Music News, trechos de diários pessoais de Cobain, lançados em 2002, foram utilizados na atualização do processo para mostrar que a tomada de decisão do músico na escolha da foto foi motivada por ideias e comportamentos depravados.

A publicação diz ainda que os réus parecem não se importar com a ação na Justiça, já que as edições do 30º aniversário de Nevermind, que foram lançadas no início deste mês, chegaram ao mercado sem nenhuma mudança em sua arte de capa.

 

Fonte: A Rádio Rock