Em uma revelação exclusiva, Jerry Greenberg, ex-presidente da Atlantic Records, detalha os bastidores da ascensão meteórica da banda Genesis. Greenberg, que se tornou o mais jovem presidente de uma grande gravadora dos EUA em 1974, compartilha como identificou o potencial do grupo inglês antes mesmo de ouvir sua música, marcando o início de uma parceria que definiria o rock progressivo.

Os Primeiros Passos e a Visão de Greenberg

Greenberg, então um executivo sênior na Atlantic após liderar o departamento de promoção de rádio, leu sobre o Genesis e Peter Gabriel em publicações inglesas. “Eu sabia que queria contratar aquela banda. Nunca tinha ouvido uma nota sequer”, relembra Greenberg. Sua intuição o levou a contatar a gravadora Charisma, detentora dos direitos do Genesis na Inglaterra. A negociação foi ousada: para ter o Genesis, Greenberg teve que adquirir a Charisma inteira.

O Acordo e a Conexão com a Banda

Em 1973, Greenberg voou para a Inglaterra para conhecer a banda, que já contava com Peter Gabriel, Mike Rutherford, Tony Banks, Steve Hackett e Phil Collins. Greenberg, que começou a carreira como baterista, buscou criar uma conexão pessoal, chegando a tocar com Phil Collins. O primeiro álbum sob o novo acordo, “Selling England by the Pound”, lançado em outubro de 1973, incluiu faixas como “The Cinema Show” e “I Know What I Like”, que se tornaram favoritas do rádio FM e impulsionaram o álbum para o Top 10 no Reino Unido.

A Saída de Gabriel e a Ascensão de Collins

O álbum “The Lamb Lies Down on Broadway” marcou a despedida de Peter Gabriel em 1975. Após uma extensa busca por um substituto, a banda optou por Phil Collins como vocalista principal. O álbum seguinte, “A Trick of the Tail” (1976), consolidou o crescimento comercial do grupo, com canções como “Ripples” e a faixa-título ganhando popularidade no rádio FM. Embora ainda não tivessem um grande hit Top 40, a banda continuou a evoluir.

Consolidação e Sucesso Global

Com a saída de Steve Hackett, o Genesis se tornou um trio. O álbum “…And Then There Were Three…” (1978) alcançou o Top 14, impulsionado pelo sucesso de “Follow You Follow Me”. Greenberg elogia o empresário da banda, Tony Smith, por seu papel crucial. O ápice da década de 70 para a banda incluiu um show histórico no Madison Square Garden em 1978, onde Peter Gabriel se juntou a eles no palco para um bis. A Atlantic Records, sob a liderança de Greenberg, reconheceu o potencial inovador da banda, especialmente seu espetacular show de luzes, que se destacava até mesmo em comparação com gigantes como os Rolling Stones e Led Zeppelin. Nos anos seguintes, o Genesis se tornou uma das maiores bandas do mundo, lotando estádios e dominando as paradas globais.

FONTE: RADIOROCK