Em 1991, o Metallica estava no auge da carreira depois do lançamento de seu quinto álbum, Metallica, conhecido como The Black Album. No meio daquela fase de enorme exposição, a banda acabou se envolvendo em uma apresentação bastante incomum: um show realizado para detentos da prisão de San Quentin, na Califórnia.
A relação do Metallica com a prisão começou de uma maneira curiosa. Durante a produção do videoclipe de “St. Anger”, anos depois, a banda voltaria ao local, mas a primeira visita aconteceu muito antes, durante a turnê do Black Album.
Em 1991, a banda foi convidada para tocar no San Quentin State Prison, uma das penitenciárias mais conhecidas dos Estados Unidos. A apresentação aconteceu em janeiro daquele ano e contou com milhares de presos acompanhando o show.
O episódio ganhou ainda mais notoriedade porque James Hetfield utilizou a experiência como inspiração visual para o videoclipe de “St. Anger”, lançado em 2003. O vídeo foi gravado dentro da própria prisão e contou com a participação de detentos e funcionários.
A gravação também tinha um significado especial para a banda porque San Quentin já fazia parte da história do rock. Johnny Cash havia realizado ali seu famoso show de 1969, que posteriormente deu origem ao álbum At San Quentin.
Décadas depois, o Metallica continuaria voltando ao local de diferentes maneiras. Em 2003, durante as filmagens de “St. Anger”, a banda passou dias dentro da prisão, utilizando corredores, pátios e outras áreas do complexo como cenário.
O resultado foi um dos videoclipes mais diferentes da carreira do grupo. Em vez de recorrer a uma produção tradicional, a banda colocou sua performance dentro de uma prisão real e utilizou a própria arquitetura do local para criar a atmosfera do vídeo.
A passagem pelo San Quentin acabou conectando duas fases diferentes da história do Metallica: o momento em que a banda estava se tornando um dos maiores nomes do heavy metal e, mais de uma década depois, uma de suas experiências visuais mais marcantes.