Referência do Emocore nacional e prestes a lançar “Carta de Adeus” — que chega ao público no dia 24 de abril —, a banda Fresno, com 27 anos de estrada, investiu na visceralidade e sonoridade orgânica em seu novo disco, explorando as nuances das despedidas e grandes histórias de amor. Em entrevista ao ROCKline, a banda explorou a fidelidade dos fãs, processos de composição, identidade visual das capas e apresentações ao vivo.
Composições da banda
Tratar de composições em um gênero que exige tanta emoção nas letras e músicas é uma tarefa que precisa ser bem pensada. Ainda que as composições da Fresno durante sua carreira tenham sido apontadas pelos fãs como uma emoção compartilhada, os integrantes da banda — que compõem as faixas em conjunto — precisam saber ser pessoais ao mesmo tempo em que conversam com o público.
“Existe, em primeiro lugar, a necessidade, a vontade de fazer uma letra bonita, que faça sentido. É óbvio que ela é alimentada por vivências e, às vezes, é alimentada por uma vivência que está acontecendo. Mas, se tu for pensar, “Eu Nunca Fui Embora, você que deu o fora” [faixa do último álbum] é simplesmente um verso que eu achei massa e quis colocar na música, mas que não necessariamente conversava de forma profunda com o que eu tô vivendo. Embora as outras partes da música, sim”, diz Lucas, vocalista e produtor.